domingo, 6 de outubro de 2024

 CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO (Recorte de textos)

Introdução conceitual

O conhecimento científico apresenta-se como um produto resultante da investigação científica que surge não exclusivamente da necessidade de encontrar soluções para possíveis problemas relacionados a prática da vida diária, mas também do desejo de fornecer explicações que possibilitem serem testadas e criticadas por meio de provas empíricas e especialmente por meio de discussões.

Possíveis fontes dos conhecimentos

Sua construção parte de pensamentos oriundos do processo de obtenção do conhecimento relacionados aos sentidos, a razão e a intuição, dentre os quais:

a) Empirismo: consiste em uma doutrina baseada na afirmação de que a única forma de aquisição do conhecimento é através da experiência, onde todo conhecimento somente pode ser obtido por processos de experimentação e testes. Empirismo: projeta, constrói, monta, experimenta, ensaia, testa, simula, mede, etc.

b) Razão: consiste na afirmação que a única fonte do conhecimento humano é o pensamento racional, no qual aceita como verdade o que é universalmente aceito e amplamente podendo ser comprovado. Racionalismo: explica fisicamente por que funciona (descreve matematicamente), gera modelos científicos.

c) Intuição: considera o conhecimento como sendo produzido a partir da percepção psíquica natural dos fenômenos, no qual considera que a experimentação e a razão impedem a visão ampliada sobre os fenômenos, bloqueando a mente humana para a verdade baseada em fatos. Intuição: gera ideias sobre um novo produto ou processo.

Considerações

A ciência, no decorrer do tempo, utilizou métodos e técnicas para obtenção de conhecimentos sobre os fenômenos em estudo, conforme o desenvolvimento tecnológico da época, com a finalidade de conduzir a pesquisa os eventos e estabelecer conforme a lógica-método da época a construção do conhecimento e saberes.

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

VOTO DE “CABRESTO” AINDA EXISTE!?

Na atualidade, ao conceituar voto de “cabresto”, acredito que podemos realizar reflexões comparativas de ações para com seus eleitores (o povo em geral) ou mesmo subordinados (muitas vezes, chamados de funcionários), ações de certos... que se dizem “políticos”, que de forma “moderna” (não mais de forma rudimentar e virulenta com no passado...), parecem utilizar novos tipos de violências,  e possivelmente buscam direcionar os resultados de eleições a seu favor (mas será que não continuam de maneira cruel, mesmo na modernidade?).

Essa prática, voto de “cabresto”, será que não pode ser comparada com certos tipos de situações (entre outras situações): Intimidações aos eleitores (população e empregados)? Controle dos ambientes de trabalho? Pressão psicológicas sobre os eleitores (população e empregados)? Empregar ou desempregar por “conveniência política”? Quando o eleitor é induzido por líderes religiosos, quando este impõe aos fiéis um certo candidato (em favorecimento próprio)? Compromissar eleitores com empregos? Compromissar o eleitor com melhoria na saúde? Compromissar eleitores com melhoria da infraestrutura da cidade?

Caso as situações acima citadas (ou outras situações semelhantes) estiverem acontecendo em sua (ou nossa) cidade, então ainda temos a prevalência do voto de “cabresto”, que é o sistema de controle do poder político por meio do “abuso” da autoridade, da utilização da máquina pública ou outro órgão, objetivando entrar no círculo do poder ou mesmo continuar nele. Vale lembra que: “agressão moderna”, continua sendo agressão.

 Lembrem-se: O emprego é dever do político para com o cidadão e não favor! A melhoria da infraestrutura e na saúde (do povo) da cidade é dever do político e não favor! As funções públicas devem estar à disposição do cidadão e não do “político”! O povo e funcionários precisam de saúde psicológicas, e não de doenças psicológicas! Empregar por competência e não por conveniência! Lembre-se que os cargos públicos devem ser preenchidos por “funcionários do povo” e não por “patrões”.

 TERMOS CONCEITUAIS DO PLANEJAMENTOS ESTRATÉGICO (PE) (Recorte de textos)

1. Conceitos Iniciais

“Planejamento estratégico é um processo contínuo de, sistematicamente, e com o maior conhecimento possível do futuro contido, tomar decisões atuais que envolvam riscos; organizar, sistematicamente, as atividades necessárias à execução destas decisões e, através de uma retroalimentação organizada e sistemática, medir o resultado dessas decisões em confronto com as expectativas alimentadas.”

(Peter Drucker)

“Planejamento estratégico é o esforço disciplinado e consistente, destinado a produzir decisões fundamentais e ações que guiem a organização escolar, em seu modo de ser e de fazer, orientado para resultados, com forte e abrangente visão de futuro.”

(Heloísa Luck)

2. Tipos de Planejamento e Características

a) Tradicional (funcional): Caráter normativo (determinista) e genérico, rígido, estrutural, ênfase nos procedimentos, visão fracionada da realidade, formal (peça burocrática), poucas possibilidades de adaptação às mudanças.

b) Estratégico: Técnico, instrumental, disciplinado, consistente, baseado em tomada de decisões fundamentadas em julgamento avaliativo de dados e informações, orientado para resultados, flexível, considera os diferentes olhares da realidade.

c) Participativo: Visão multidimensional e integradora, coletivo, adaptável às modificações das estruturas organizacionais, comprometido com a transformação social.

3. Bases Conceituais do Planejamento Estratégico (PE)

a) Ator Social: Personalidade, organização, agrupamento que produz fatos num espaço social.

b) Situação: Espaço social onde atuam os atores sociais.

c) Produção Social: Forma de produzir e reproduzir de uma sociedade historicamente situada.

4. Premissas do Planejamento Estratégico (PE)

a) Planejamento é processo técnico (requer conhecimento) e político (requer mobilização de vontades)

b) Não existe dicotomia entre pensar e agir, ou seja: não existem pessoas especializadas em executar o que os outros pensam.

c) Planejamento é reflexão e ação, logo todos os que executam ações participam do planejamento.

d) O esforço do planejamento tem que considerar a relação ação – resultado, a curto, médio e longo prazos.

 ESTRUTURA DO PLANEJAMENTOS ESTRATÉGICO (PE) (Recorte de Textos)

1. Elementos fundamentais do planejamento estratégico

a) Informações sobre os elementos internos e externos da organização (cenários x desafios)

b) Análise de implicações futuras e globais de decisões atuais e ações locais (repercussões a curto, médio e longo prazo)

c) Exploração de alternativas de ação (importância, prioridade)

d) Aplicação de pensamento inovador e criativo

e) Construção de referencial avançado

f) Visão Estratégica (mentalidade)

g) Objetividade, simplicidade e clareza) (linhas de ação)

h) Orientação para resultados e responsabilidade social

2. Instrumentos básicos do planejamento estratégico

a) Proposta Pedagógica de Escola (Identidade da escola): Implementação da política educacional com foco na efetiva aprendizagem do aluno pela melhoria do processo de ensino e aprendizagem.

b) Plano Gestor da Escola (Autonomia gerencial da escola): Fortalecimento da capacidade institucional com foco no sucesso escolar pela articulação das ações dos diversos segmentos escolares.

3. Ciclo do planejamento Estratégico

a) Planejamento: Considerando o contexto próprio da escola, o que seria necessário tomar como prioridade, para a formulação das Metas e Estratégias;

 b) Execução: Ações estratégicas – efetividade, prioridade, articulação, coerência e contextualidade;

c) Monitoramento: Ação contínua de observação, pelo qual são tornadas públicas as informações a respeito do progresso que vai sendo feito para alcance das metas definidas;

d) Avaliação: Ação periódica de dar valor aos resultados alcançados até determinado momento, às ações que estejam em andamento e àquelas que não tenham sido realizadas, para determinar até que ponto os objetivos estão sendo atingidos e para orientar a tomada de decisões.

4. Vantagens do Planejamentos Estratégico

a) Agiliza as decisões e Melhora a comunicação;

b) Aumenta a capacidade gerencial na tomada de decisões;

c) Promove a consciência coletiva e Proporciona uma visão de conjunto;

d) Favorece a delegação de responsabilidade;

e) Direciona toda a organização para o foco definido e Orienta programas de qualidade;

f) Melhora o relacionamento da organização com o seu ambiente interno e externo.

 RESUMO DE CONCEITOS MATEMÁTICOS (6º ANO)

1. sequências Numéricas

Sequência e uma lista ordenada de números, em que há um padrão que indica como os elementos vão se suceder. Exemplos:

a) Sequência dos números naturais: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, ...

b) Sequência dos números naturais impares: 1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, 15, 17, ...

c) Sequência dos números naturais pares: 2, 4, 6, 8, 10, 12,14, ...

2. Sucessor

Todo número natural tem um número que vem depois dele, chamado de sucessor. Note que o sucessor de um numero natural n e dado por n + 1. Exemplos:

a) O sucessor de 5 e 6.

b) O sucessor de 9 e 10.

c) O sucessor de 17 e 18.

3. Antecessor

Com exceção do zero, todo número natural também tem um número que vem antes dele, chamado de antecessor. Note que o antecessor de um número natural n e dado por n − 1. Exemplos:

a) O antecessor de 6 e 5.

b) O antecessor de 14 e 13.

c) O antecessor de 19 e 18.

4. Valor absoluto de um algarismo

Não depende da sua posição no número, e o valor que ele representa quando considerado sozinho.

Exemplo: No número 758 319, temos: o valor absoluto do algarismo 1 é 1; o valor absoluto do algarismo 3 é 3. o valor absoluto do algarismo 8 é 8.

5. Valor relativo de um algarismo

Depende da sua posição no número, e o valor que representa conforme a sua posição. Corresponde a seu valor posicional.

Exemplo: No número 758 319, temos: o valor relativo do algarismo 1 é 10; o valor relativo do algarismo 3 é 300; o valor relativo do algarismo 8 é 8000.

 IDEIAS RELACIONADAS ÀS QUATRO OPERAÇÕES BÁSICAS NO CONJUNTO DOS NÚMEROS NATURAIS

1. Ideias associadas à adição

Juntar quantidades e acrescentar uma quantidade a outra. Seus elementos são chamados de parcelas e soma ou total.

Exemplo: 5 (parcela) + 7 (parcela) = 12 (soma ou total).

2. Propriedades da adição

a) Comutativa: A ordem das parcelas não altera a soma. Exemplo: 3 + 4 = 4 + 3.

b) Elemento neutro: O zero é o elemento: neutro da adição. Exemplo: 7 + 0 = 7.

c) Associativa: Na adição de três ou mais números naturais, pode-se associar suas parcelas que o resultado não se alterará. Exemplo: (4 +3) + 1 = 4 + (3 + 1).

d) Fechamento: Na adição de dois ou mais números naturais o valor da soma será sempre um número natural.

3. Ideias associadas à subtração

Tirar uma quantidade de outra, comparar quantidades e completar quantidades. É a operação inversa da adição. Seus elementos são chamados minuendo, subtraendo e resto ou diferença.

Exemplo: 11 (minuendo) – 7 (subtraendo) = 4 (resto ou diferença).

4. Propriedades da subtração

a) Comutativa: A propriedade comutativa não é válida na subtração, pois a ordem dos seus elementos altera o resultado. Exemplo: 9 – 5 ≠ 5 – 9.

b) Associativa: Na subtração não vale a propriedade associativa, pois ao associar seus elementos de maneiras distintas o resultado se altera. Exemplo: 7 – (5 – 2) ≠ (7 – 5) – 2.

c) Fechamento: A subtração de dois números naturais nem sempre resulta um número natural, ou seja, a subtração não e fechada para os naturais. Exemplo: o resultado de 8 – 10 não pertence ao conjunto dos números naturais.

d) Elemento neutro: Na subtração não existe elemento neutro. Exemplo:9 – 0 ≠ 0 – 9.

5. Ideia associada à multiplicação

Consiste em uma adição de parcelas iguais. Seus elementos são chamados de multiplicador, multiplicando e produto. Importante: o multiplicando e o multiplicador são chamados de fatores.

Exemplo: 3 + 3 + 3 + 3 + 3 = 15 ou 5 x 3 = 15.

Assim, temos: 5 (multiplicando)  3 (multiplicador) = 15 (produto).

6. propriedades da Multiplicação

a) Comutativa: Na multiplicação de dois ou mais números naturais, a ordem dos fatores não altera o produto. Exemplo: 3 x 5 = 5 x 3

b) Elemento neutro: O número 1 é o elemento neutro da multiplicação. Exemplo: 9 x 1 = 1 x 9 = 9

c) Associativa: Na multiplicação de três ou mais números naturais, pode-se associá-los de modos diferentes, que o resultado não se altera. Exemplo: (5 x 2) x 1 = 5 ∙ x (2 x 1)

d) Distributiva: é utilizada quando um número está multiplicando uma adição ou subtração. Basta multiplicar separado cada termo e, somar ou subtrair o resultado. Exemplo com adição: 3 (2 + 5) = 3 x 2 + 3 x 5 = 6 + 15 = 21; Exemplo com subtração 3 (5 – 2) = 3 x 5 – 3 x 2 = 15 – 6 = 9

e) Fechamento: Na multiplicação de dois ou mais números naturais o produto será sempre um número natural.

 7. Ideia associada à divisão

É a operação inversa da multiplicação. Determina quantas vezes uma quantidade está contida em outra. Os elementos da multiplicação são chamados de divisor, dividendo, quociente e resto. Importante: Não existe divisão por zero, ou seja, não se define divisão de um número por zero. A divisão por zero é impossível nos números naturais.

Exemplo: 32 (dividendo) : 5 (divisor) = 6 (quociente) e 2 (resto).

8. Propriedades da divisão

a) Comutativa: A propriedade comutativa não é válida na divisão, pois a ordem dos seus elementos altera o resultado. Exemplo: 9 : 5 ≠ 5 : 9.

b) Associativa: Na divisão não vale a propriedade associativa, pois ao associar seus elementos de maneiras distintas o resultado se altera. Exemplo: 20 : (10 : 2) ≠ (20 : 10) : 2.

c) Fechamento: A divisão de dois números naturais nem sempre resulta um número natural, ou seja, a subtração não e fechada para os naturais. Exemplo: o resultado de 8 : 10 não pertence ao conjunto dos números naturais.

d) Elemento neutro: Na divisão não existe elemento neutro. Exemplo:9 : 1 ≠ 1 : 9.

terça-feira, 6 de agosto de 2024

 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO: PARA UMA GESTÃO DE QUALIDADE

Prof. Esp. F. das C. M. dos Santos

O desenvolvimento de um Planejamento Estratégico, apresenta-se como um ponto primordial e de grande importância para uma gestão de qualidade, em todas as esferas, seja ela, federal, estadual ou municipal, pois visa conhecer todos os processos que direcionam as atividades de ações públicas e as suas formas de serem desenvolvidas, no intuito de melhorar cada vez mais as ações da gestão.

O ponto inicial para um Planejamento Estratégico de qualidade, é o Referencial Estratégico, que tem como principal objetivo, o de definir os principais elementos que vão dar o real caminho para a gestão (federal, estadual ou municipal), dentro de aspectos que direcione melhor: a Missão – o que o gestor faz; a Visão – onde a gestão quer chegar nos 4 anos; e, os Valores – princípios norteadores da gestão.

Dentro do Referencial Estratégico, no que diz respeito a Missão; a Visão e dos Valores, para o alcance de uma gestão de qualidade, é importante realizar a análise swot: Pontos Fortes, Pontos Fracos, Ameaças e Oportunidades, de forma a contribuir para a promoção do real desenvolvimento das ações públicas, na promoção de políticas públicas destinadas ao desenvolvimento da região (cidade, estado, país).

Outro ponto para o êxito do Planejamento Estratégico, é a organização da visão estratégica das ações, onde temos: o 1) Mapa Estratégico – que apresenta de forma esquematizadas os objetivos dos grandes compromissos compatibilizados com as competências do gestor; as metas das ações que o gestor deve realizar com prazo definido; e, 2) o Painel de Projetos e Entregas como esquema do acompanhamento das metas e cumprimento das competências do gestor (federal, estadual ou municipal).

REFLETINDO COMO ESCOLHER UM REPRESENTANTE PÚBLICO

Prof. Esp. F. das C. M. dos Santos

Em todo período eleitoral, nós eleitores, ficamos em um grande dilema: como escolher um (ou mesmo os) representante(s) de nossa cidade? Tendo em vista (na maioria das vezes) que o(s) que temos depois de um tempo, mostrou-se (mostraram-se) não responder(m) mais às expectativas do que se espera verdadeiro(s) representante(s) do "povo", ou talvez nunca foi, ou foram, realmente representante(s) do "povo".

É um dilema lógico, pois é importante escolher bem aquele(s) que será(ão) responsável(is) pelo futuro de nossa cidade nos 4 anos, e que se for(em) mal escolhido(s), esse tem  de 4 anos se multiplica por mais tempo, em forma de “sofrimento” (esse pensar vale para todos os cargos).

Utilizem critérios para melhor decidi, e lembre-se não são questões pessoais, mas, questões que relevantes para “todos”, sempre levando em conta a ética política. Veja alguns pontos que podem ser observados:

1) Observe o histórico da pessoa, sua postura ética profissional, a forma com que ele se relaciona com a sociedade. Não esqueça que é para pesquisar a pessoa e não os parentes, pois não podemos julgar a pessoa que estamos analisando pelas ações de seus parentes.

2) Analise o histórico político, a atuação do mesmo, caso este já tenha exercido cargos públicos. Veja seu desempenho político: projetos que apresentou e/ou como ele votou em outros projetos em benefício do povo. Veja a gestão pública nos cargos que foram exercidos por ele.

3) Avalie seus “valores”, ideologia política e cristã, a forma que ele utiliza seu cargo (tem práticas democráticas ou o mesmo é opressor e vingativo, promete e não cumpri, etc). Escolha alguém que possua postura ética e cristã, que trabalhe pelo povo e não pelo seu grupo político.

4)  Veja o perfil do(s) candidato(s), veja se está “bem” preparado(s) para assumir o cargo, e desconfie se ele(s) não valoriza(m) aquilo que a população de sua cidade mais precisa.. É preciso haver compatibilidade entre as necessidades da cidade e aquilo que o candidato propõe.

Lembre-se que é de grande importância, no período das eleições, buscar fazer uma boa escolha, ou mesmo, menos errada possível. Vale ressaltar que nem sempre quem já está é a “melhor” opção, por isso, é bom sempre olhar a todos os pretendentes de forma reflexiva, levando em conta questões essenciais para decidir quais as pessoas mais indicadas para assumir tamanha e tão grande tarefa.

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO ESPECIAL E INCLUSIVA DENTRO DA PERSPECTIVA DA PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICAS (Recorte de textos)

Ponto 01: Prática Social Inicial

Nesta etapa, a Educação Especial inicia com a anamnese do aluno, juntamente com a família, para que possamos obter informações e estabelecer um plano de atendimento para o aluno, neste período a avaliação diagnóstica é imprescindível, pois trata-se do ponto de partida para que possamos realizar a prática social inicial. Segundo Araújo (2009) a prática social inicial implica em conhecer a experiência de cada aluno, sua memória e seu saber prático.

Ponto 02: Problematização

Para Gasparin (2007), a problematização representa o momento do processo pedagógico em que a prática social é posta em questão, analisada, interrogada, levando em consideração o conteúdo a ser trabalhado e as exigências sociais de aplicação desse conhecimento. Para a educação especial, faz-se necessário, neste processo uma análise, reflexiva do que se foi considerado para prática social inicial, pois é justamente nesse momento onde tudo é posto de forma perspicaz, haja vista que o processo de avaliação diagnóstica do aluno é imprescindível, para subsidiar o trabalho do processo de AEE (Atendimento Educacional Especializado), bem como o trabalho pedagógico do professor da sala comum.

Ponto 03: Instrumentalização

Para Saviani (2008), trata-se de se apropriar dos instrumentos teóricos e práticos necessários ao equacionamento dos problemas detectados na prática social. Como tais instrumentos são produzidos socialmente e preservados historicamente, a sua apropriação pelos alunos está na dependência de sua transmissão direta ou indireta por parte do professor. O professor tanto pode transmiti-los diretamente como pode indicar os meios pelos quais a transmissão venha a se efetivar. Antes mesmo da aquisição dos instrumentos a serem utilizados com a Pessoa com Deficiência, faz necessário perpassar pelo processo diagnóstico, onde o professor deve conhecer a realidade do aluno, respeitar o conhecimento prévio do mesmo, analisar o que é significativo e pensar esse processo de instrumentalização, utilizando estratégias ressignificadas para as habilidades que serão desenvolvidas com o aluno.

Ponto 04: Catarse

Para Saviani (1999), mencionado por Gasparin (2007), catarse trata- se da efetiva incorporação dos instrumentos culturais, transformados agora em elementos ativos de transformação social. Daí porque o momento catártico pode ser considerado como o ponto culminante do processo educativo, já que é aí que se realiza pela mediação da análise levada a cabo no processo de ensino, a passagem da síncrese à síntese; em consequência, manifesta-se nos alunos a capacidade de expressarem uma compreensão da prática em termos tão elaborados quanto era possível ao professor. É o momento considerado na Educação especial de efetivação da construção do conhecimento por parte do aluno, através do apoio e intervenções do Ensino Colaborativo, que envolve profissionais de todas as áreas e dos variados tipos de deficiência, como o Agente de Inclusão, Professor da Sala de Recursos Multifuncionais, Interpretes e Instrutores de Libras, Transcritores e Revisores Braile, garantindo assim, uma compreensão mais efetiva dos conteúdos trabalhados sala comum.

Ponto 05: Prática social final

É o momento em que o aluno demonstra que realmente aprendeu, manifestando mudanças em seu comportamento em relação ao conteúdo. Para Gasparin e Petenucci (2008), esta se manifesta “pelo compromisso e pelas ações que o educando se dispõe a executar em seu cotidiano pondo em efetivo exercício social. o novo conteúdo cientifico adquirido”. Em consonância com a Educação especial, esta etapa ela acontece de forma processual, haja vista que o processo de aprendizagem da pessoa com deficiência é bastante singular, pois o aluno tem as suas particularidades e especificidades, pois existem deficiências que estão associadas com outras comorbidades, sendo necessário o respeito ao tempo de aprendizagem, desenvolvimento psicossocial.

Referências

ARAUJO, D. A. C. (2009). Pedagogia histórico-crítica: proposição teórico metodológica para a formação continuada. Anais do Sciencult, 1(1). Acesso em: 04 de maio de 2015. Disponível em: http://periodicos.uems.br/novo/index.php/anaispba/article/viewFile/180/114.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular/BNCC. Educação é a Base. Brasília, MEC/CONSED/UNDIME, 2017.

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, 1996.

Gasparin, J. L. (2007). Uma didática para a pedagogia histórico-crítica. 4 ed. Campinas – SP: Autores Associados.

GASPARIN, J. L., & Petenucci, M. C. (2008). Pedagogia histórico-crítica: da teoria à prática no contexto escolar. Acesso em: 04 de maio de 2015. Disponível em: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/2289-8.pdf.

SAVIANI, D. A Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. 11 ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2012.

VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Avaliação da aprendizagem: práticas de mudança – por uma práxis transformadoras. São Paulo: Libertad, 2003.

 MODELO DE PLANO: MATEMÁTICA NA PERSPECTIVA DA PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA

1) Prática social inicial do conteúdo: 

1.1 Conteúdo: Perímetro

1.2 Objetivo geral: Familiarizar os alunos com a noção de perímetro, a fim de proporcionar o desenvolvimento de estratégias e elaboração de resoluções de problemas.  

1.3 Vivência do conteúdo pelos educandos:

a) Instigar os alunos a comentarem sobre o que já conhecem sobre perímetro, se já mediram alguma coisa, ou se viram alguém fazendo;

b) Desafiar os alunos sobre o que eles gostariam de saber a mais, o que eles têm curiosidade de aprender.

2) Problematização:

2.1 Realizar questionamentos: Como é feito para medir os lados de um quadrado, de um triângulo ou de outras coisas? O que é utilizado para medir?

a) Qual a importância de saber quanto mede o lado de uma casa?

2.2 Dimensões do conteúdo a serem trabalhadas:

a) Científica/Legal: O que é perímetro?

b) Histórica: Como que as pessoas mediam antigamente? O que elas usavam para medir?

c) Econômica: Por que saber quanto mede os lados de uma casa? Para economizar com metros de grama a serem plantados? O que mais?

d) Social: Por que é necessário saber quanto mede os lados de sua casa, da igreja, do supermercado? Será que é para saber se sobra um espaço para construir outra coisa?

e) Legal: Existe alguma lei que orienta as pessoas a utilizarem o seu lote sem invadir o do vizinho, respeitando a área e perímetro do seu lote?

f) Religiosa: Deus deu a inteligência para o homem calcular o perímetro?

g) Cultural: Todos os povos constroem suas casas e medem a mesma com todos os lados iguais?

h) Política: Será que existe alguma política do governo federal, estadual e municipal sobre construção de casas?

i) Educacional: Como os professores ensinam o conteúdo perímetro? Com aulas teóricas, práticas, ou as duas juntas?

3) Instrumentalização: 

3.1 Ações docente e discentes: Exposição oral sobre o conteúdo

a) Leituras; Discussões; Atividade prática; e, Resoluções de problemas

3.1 Metodologias:

a) Será entregue para os alunos o conceito de perímetro com um exemplo: Perímetro é a soma da medida dos lados de determinado polígono. Exemplo 01) Um campo de futebol possui 90 m de comprimento e 60 m de largura. Para fazermos o cálculo do perímetro devemos somar todos os seus lados: P = 90+90+60+60 = 300. O perímetro do campo de futebol é igual a 300 metros. 

b) Comentar com os alunos que: As unidades de medidas utilizadas e padronizadas pelo sistema internacional de medidas são: Quilômetro (km), Hectômetro (hm), Decâmetro (dam), metro (m), Decímetro (dm), Centímetro (cm) e Milímetro (mm).

c) Dialogar com os alunos sobre as unidades de medidas utilizadas no decorrer da história da humanidade. Explicar para os alunos que muitas medidas eram referenciadas pelo corpo, como o cúbito, o palmo, a jarda, passos e entre outras.

d) Questionar os alunos sobre: O que acontece quando as pessoas não respeitam o seu perímetro e invadem o lote vizinho?

e) Dialogar sobre o que pode acontecer. Sugerir aos alunos para que realizem uma pesquisa, podendo ser com seus pais, entre outros. Existe alguma política do governo federal, estadual e municipal sobre construção de casas?

f) Dialogar com os alunos e propor para os mesmos a realização de uma pesquisa mais avançada. 

g) Após as explicações e diálogos com os alunos, realizar atividades práticas, tais como: Utilizando trena, régua e fita métrica medir o perímetro da mesa da professora, do quadro, da sala de aula, e de outros materiais que os alunos sentirem curiosidade em saber o perímetro.

h) Entregar as seguintes atividades impressas: Questionamento 02. Os jogadores de um time de futebol começaram o aquecimento dando três voltas completas em um campo, que tem 105 metros de comprimento por 75 metros de largura. Quantos metros eles percorreram? Questionamento 02. (IPAD) Alexandre quer cercar seu terreno retangular com 4 linhas de arame farpado. Sabendo que o terreno de Alexandre tem 15m de largura e 32m de comprimento, quantos metros ele vai gastar de arame farpado?

i) Será realizada leitura das duas questões e contextualizado as mesmas em várias dimensões. (Econômica, estética, social,...).

3.3 Recursos humanos e materiais: Textos, livro, régua, fita métrica, trena, borracha, lápis, folha A4.

4) Catarse

4.1 Síntese mental do aluno:

Perímetro é a soma da medida de todos os lados de um polígono, podendo ser também, de uma casa, de um campo de futebol, entre outros. É importante saber o perímetro de uma casa para melhor aproveitar materiais. Para medir pode ser utilizado régua, trena, o metro, barbante com uma determinada medida.

4.2 Avaliação – Entregar impresso para os alunos responderem:

a) Uma cidade possui uma praça com a forma de um quadrado. Na praça será realizada uma festa junina. Para garantir maior segurança das pessoas, a praça será cercada com 3 cordas.  A praça possui 45 m de lado. Calcule quantos metros de corda deverá ser comprado para cercar a praça.

b) Sabendo que uma quadra possui 8m de largura e 24m de comprimento, quantos metros os alunos percorrem para se aquecer dando uma volta na quadra?

c) Qual a importância do perímetro para as pessoas?

 5. Prática social final do conteúdo

Intenções do aluno

Ações do aluno

 

 

 

 

 

 

Referências

DANTE, Luiz Roberto. Didática da Resolução de Problemas de Matemática. Editora Ática. São Paulo, n 9, 2005. 

GASPARIN, João Luiz. Uma didática para a Pedagogia Histórico- Crítica. 5 ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2012.

 LIBÂNIO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1992.

MAGINA. S. M. P. SANTANA. E. R. S. Et.al. As Estratégias de Resolução de Problemas das Estruturas Aditivas nas Quatro Primeiras Séries do Ensino Fundamental. ZETETIKÉ – Cempem – FE – Unicamp – v. 18 n. 34 – jul./dez.– 2010.

POLYA, George. A arte de resolver problemas: um novo aspecto do método matemático. Rio de Janeiro: Interciência, 1995.

SAVIANI, Dermeval. Pedagogia Histórico-Crítica: primeiras aproximações. São Paulo: Cortez, 1991.

SAVIANI, Dermeval. Escola e democracia. 42 ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2012.