sábado, 6 de dezembro de 2014

“O HOMEM BICENTENÁRIO”: UMA REFLEXÃO FILOSÓFICA
Prof. Esp. Francisco das C. M. dos Santos
O filme “O homem bicentenário”, nos apresenta temas diversos que podem ser fontes de reflexões e de debates filosóficos relacionados às problemáticas sociais e humanas, dentre os quais: relacionamento familiar, avanço tecnológico, sentimentos, relacionamento, liberdade, vida e morte, aprendizagem e conhecimento, conflitos sociais e entre os humanos, bem como a sensibilidade e sensações relacionadas aos sentidos e do pensamento humano.
O conjunto de contextos temáticas encontrados no filme nos remete às reflexões filosóficas a cerca dos “ser físico” e do “ser mental”, da importância que as máquinas e o próprio ser humano têm no mundo e sobre o poder dos objetos em nossa vida. Ou seja, a atribuição de valoração às coisas materiais que em muitas das vezes toma o lugar dos sentimentos e valores sociais, ético, morais, e, que direciona o pensamento, condutas e ações do homem.
Dentre as questões filosóficas encontradas no filme podemos destacar: a capacidade de aprendizado do robô chamado Andrew, mostrando-se mais do que uma simples máquina, se apresentado como ser humano, no qual busca conhecer as coisas, assimila os conhecimentos e reutiliza em outras situações depois de assimilá-los, pondo em pratica o que aprendeu, através de construções (relógios, o cavalinho de madeira e até sua própria casa).
Nesse contexto, o robô chamado Andrew, dentro do processo de aprendizagem, “deixa de ser considerando” um simples computador, já que um robô não poderia realizar criações a partir de conhecimentos assimilados, faria apenas o que estivesse gravado sua memória e em seu banco de dados, dando assim, início a uma discussão abordada na Filosofia da Mente, em que apresenta a defesa do valor do ser humano, como um ser que aprende e cria contrariando aqueles que julgam e valorizam o computador como sendo mais evoluído do que o homem.
E dentro dessa situação, a reflexão filosófica é direcionada para a discussão sobre a questão do uso das funções que nos caracterizam como seres humanos: se temos que ter necessariamente uma alma, ou se bastariam apenas de componentes físicos, como os de um computador, ou seja, o importante é a estrutura física da pessoa humana ou seve-se levar em contar o íntimo, as sensibilidades, as imperfeições e aspectos que o diferencia dos demais seres, com suas singularidades.
Concluí-se que, a relação física e metal ainda é um tema de reflexão a ser trabalhado tendo em vista as contribuições para a busca da aproximação da ideia do que é preciso para que se identifiquem os fatores físicos ou psicológicos que contribuem para que uma pessoa queira mudar, seja fisicamente ou moralmente, na busca do homem como um autêntico ser, além da busca sobre a compreensão do que se pode considerar como conhecimento verdadeiro ou falso, como apreender informações e armazená-las ou mesmo transformá-las em ações e objetos, e, diferenciar o real do artificial.
REFERÊNCIA
Título: O homem bicentenário. Diretor: Chris Columbus. Produção: EUA. Gênero: Ficção Científica. Duração: 130 minutos. Ano: 1999.

Um comentário:

  1. Gratidão, muito bom. Compartilhei no meu blog, disponivel 7 de julho de 2021 7:07 em: https://edsonjnovaes.wordpress.com/

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