domingo, 6 de maio de 2018

Dia Nacional da Matemática, 06 de maio
(singela homenagem ao Professor Elon Lages Lima)
Prof. Esp. Francisco das C. M. dos Santos
No dia Nacional da Matemática, não tem como não se lembrar dos grandes matemáticos do país: Artur Avila; Mauricio Peixoto; Jacob Palis; Elon Lages; Júlio César de Melo e Sousa (Malba Tahan), dentre outros. E nada mais justo do que destacar, nesse dia, o Professor Elon Lages Lima, e, conhecer um pouco sobre sua história.
Nascido em Maceió, em 9 de julho de 1929. De origem simples, estudou no Colégio Batista (com 10 a 11 anos entrou no curso ginasial), depois se mudou para Fortaleza (Ceará) onde estudou na Escola Militar, estudando dois primeiros anos da faculdade. Em seguida, no terceiro ano, ao ganhar uma bolsa de estudo, passou a estudar no o Rio de Janeiro, local onde conheceu o IMPA, sendo um dos primeiros estudantes do instituto.
Mestre e doutor (PhD) pela Universidade de Chicago, se destacando por seus trabalhos de pesquisa sobre estudos voltados para o campo da topologia diferencial, topologia algébrica, e geometria diferencial, e na área do ensino médio como escritor e didata. Foi diretor do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) por três períodos (1969 a 1971; 1979 a 1980; e, 1989 a 1993) e Membro titular da Academia Brasileira de Ciências desde 1963, participando de 2001 e 2002, do projeto de História Oral da Escola de Ciências Sociais da FGV (CPDOC) e do contexto do projeto dos 50 anos de história do IMPA.
Atuou na Educação Básica no início de sua trajetória matemática, como professor, aos 18 anos, no Ginásio Farias Brito e no Colégio Estadual do Ceará. Colaborou para estruturar cursos na Universidade Federal do Ceará entre os quais: de licenciatura, bacharelado e pós-graduação, de onde recebeu, em 1989, o título de Professor Honoris Causa, sendo também doutor Honoris Causa, titulo recebido pela Universidade Federal de Alagoas. Idealizou e dirigiu obras, entre as quais: “Coleção Projeto Euclides” e “Coleção Matemática Universitária”, e criador, no ano de 1990, do Programa de Formação e Aperfeiçoamento de Professores do Ensino Médio (PAPMEM).
Foi professor da UnB (até o ano de 1965), presidente da Sociedade Brasileira de Matemática (1973 a 1975), fazendo parte do Conselho Nacional de Educação e o Conselho Superior da Faperj (1987 a 1981). Autor de mais de 40 livros, ganhado por duas vezes do Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro, recebedor dos prêmios: Ordem do Mérito Científico na Classe Grã-Cruz, da Presidência da República e Anísio Teixeira do Ministério da Educação (MEC).
O Grande Matemático (que tem muito mais a ser conhecido, da sua história de vida e contribuições), que um dia pensou em ser escritor poeta (chegando até a escrever textos, sonho que de alguma forma foi realizado indiretamente com suas obras na área do conhecimento matemático, que mesmos não sendo poesias, não deixam de ser “obras literárias” de grande e valoroso valor), deixou-nos em 7 de maio de 2017 (Rio de Janeiro), aos 87 anos, foi (e continuará sendo), sem dúvida um dos grandes matemáticos do Brasil, que influenciou e continuará influenciando novos talentos na área da Matemática.
Referências
Diálogo em Janeiro com Elon Lages Lima. GAZETA DE MATEMÁTICA Janeiro 2001 - nº 140. Disponível em: <http://gazeta.spm.pt/getArtigo?gid=25>. Acessado: maio 2018.
https://impa.br/page-noticias/morre-no-rio-o-matematico-elon-lages-lima-ex-diretor-do-impa-aos-87-anos/. Acessado: maio 2018.
https://portal.fgv.br/noticias/entrevista-elon-lages-lima-integra-acervo-programa-historia-oral-cpdoc. Acessado: maio 2018.
Refletindo sobre a Filosofia e sua importância (recorte de pensamentos)
Prof. Esp. Francisco das C. M. dos Santos
Ao falar sobre Filosofia, dentre os primeiros questionamentos realizados no contexto da introdução da filosofia é: “O que é Filosofia?” “Para que ser a Filosofia?”. Para explicar partimos sempre da sua etimologia, a palavra filosofia vem do grego (φιλοσοφία), Philos + Sophia, onde: Philos = Amor ou Amizade e Sophia = Sabedoria, e nesse sentido, Filosofia, apresenta-se com o significa de amor à sabedoria, sendo o filósofo, amigo da sabedoria, e que a mesma serve para despertar o senso critico, trabalhar a formação e reflexão de idéias, e, enxergar bem mais além das simples aparências.
Todavia, dentro desse contexto, há quem acredite que toda afirmação é filosófica, entretanto, ao fazer afirmação sem um aprofundamento, não quer dizer que é filosofar. É necessário ver o mundo de outra forma, não apenas fazer afirmações, mas, necessita-se ir além dessas afirmações, é preciso: repensar conceitos; realizar escolha consciente; buscar novos caminhos; é sai das paredes que se apresenta como uma prisão; é quebra antigos paradigmas, avançando cada vez mais nas profundezas do saber.
Nesse sentido, a Filosofia (ao se aprender a filosofar) pode contribui na reflexão sobre problemas e questões sobre a vida, sobre o desconhecimento, sobre os obstáculos encontrados na busca de superação, resolve questões cuja resposta se desconhece, contudo se necessita conhecer, buscando compreender o mundo em seus variados aspectos, partindo de questionamentos de origem do senso-comum (doxa – ideias, valores e costumes estabelecidos), na busca por conhecimentos que tenha suas bases fundamentadas (aletheia, verdade – lógico racional a parti de justificativas).
Referências
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: introdução à filosofia. São Paulo: Moderna, 1993.
MAYER, SÉRGIO, Sérgio. Filosofia com jovens: em busca da amizade com sabedoria. Petrópolis: Vozes, 2004.
PIMENTA, Selma Garrido. Estágio e Docência. São Paulo: Cortez, 2010.
Classificação dos Softwares: conceitos educacionais
O software educativo pode ser compreendido com toda e qualquer ferramenta tecnológica que faz a junção entre a informática e educação, desde que tenha um contexto de usabilidade no processo de ensino aprendizagem. De acordo com Viera (2008) os softwares educativos apresenta classificação com vista nas suas características, podendo estes ser classificados em:
1) Softwares de exercício e prática: são destinados à aprendizagem de habilidades específicas, sendo este tipo, o fácil de ser desenvolvido, especialmente por apresentar características do fazer, memorizar a informação, tempo curto e reforça, bem como o direcionamento para respostas corretas e realização de correção das respostas erradas.
2) Softwares tutoriais: as informações são organizadas de acordo com uma sequência que é apresentada ao estudante, sendo estas disponíveis aos estudantes de forma já definida e organizada previamente, tendo como características, a utilização de estratégias, mostrando os objetivos a serem alcançados e orientação, com inclusão de pistas e diretrizes por meio de tutoriais.
3) Softwares de simulação e modelagem: é um modelo onde faz a imitação de situações do mundo real para imaginário, ande pode possibilitar a vivência de situações difíceis de se criar em sala de aula ou mesmo aquelas que podem trazer perigo como experiências, a exemplo: experimentos químicos.
4) Softwares jogos educativos: são programas que apresentam conteúdo e atividades práticas com objetivos educativos, por meio de uma competição com regras e objetivos, desenvolvido por meio da ludicidade, instruções claras, exploração a fantasia e a criatividade.
5) Softwares multimídia: utilizam vários tipos de mídias para representar as informações com textos, imagem, vídeo, som, podendo ser interligadas através de hiperlinks, bem como, pode proporcionar o desenvolvimento de trabalho em que o aluno seu próprio sistema de autoria.
6) Software programação: são programas que permitem o desenvolvimento do raciocínio lógico matemático com objetivo de resolver algum problema.
Vale lembrar que o uso de qualquer recurso, desde o mais simples até o mais complexos, necessita ser analisado pelo professor, bem como, a elaboração de planos para o uso desses recursos, com vista nos objetivos da área de conhecimento, objetos de conhecimentos e habilidades, e que devem está alinhados aos objetivos gerais da educação.
Referências
VALENTE, José Armando. O computador na sociedade do conhecimento. Campinas, SP: UNICAMP/NIED, 1999.
VIEIRA, Fábia Magali Santos. Avaliação de Software Educativo: Reflexões para uma Análise Criteriosa. Disponível em: http://www.ise.unimontes.br/cead/artigos/avaliacao.php. Acesso: maio 2018.
Software Educacional (reflexões)
As tecnologias da informação, junto com os softwares educacionais, apresentam-se como instrumentos que favorecem o desenvolvimento da aprendizagem, e, que podem ser utilizados por professores e alunos dentro de uma perspectiva dinâmica de comunicação, podendo enriquecer as aulas, contribuindo para “o despertar” de estimulo dos alunos e proporcionar um aprendizado bem mais atrativo e lúdico, além é claro, de forma colaborativa, cooperativa e de transformação, como afirma Mercado (2002),
[...] pode contribuir para auxiliar professores na sua tarefa de transmitir o conhecimento e adquirir uma nova maneira de ensinar cada vez mais criativa, dinâmica, auxiliando novas descobertas, investigações e levado sempre em cona o diálogo. E, para o aluno, pode contribuir para motivar a sua aprendizagem e aprender, passando assim, a ser mais um instrumento de apoio no processo ensino-aprendizagem [...] (MERCADO, 2002, p. 131).
E, é nessa perspectiva, que deve-se repensar sobre o uso das tecnologias e softwares educacionais no desenvolvimento de atividades nas disciplinas curriculares, considerando que as mesmas são de grande relevância para o desenvolvimento da aprendizagem interativa dos alunos, podendo as mesmas, proporcionar o desenvolvimento do raciocínio lógico, bem como, estimular a criatividade e a capacidade de releitura e de resolução problemas.
A importância da utilização da tecnologia computacional na área educacional é indiscutível e necessária, seja no sentido pedagógico, seja no sentido social. [...] Hoje, com o novo conceito de inteligência, em que podemos desenvolver as pessoas em suas diversas habilidades, o computador aparece num momento bastante oportuno, inclusive para facilitar o desenvolvimento dessas habilidades lógica-matemática, linguística, interpessoal, intrapessoal, espacial, musical, corpo-sinestésico, naturista e pictórica (TAJRA, 2000).
Assim, os recursos tecnológicos, entre os quais os softwares educacionais, podem ser concebidos como ferramentas educacionais, constituindo como apoio à aprendizagem dos alunos e permitem criar situações de aprendizagem estimulante e permitem criar situações de aprendizagem estimulante, dentro de uma linguagem que pode abrir pontes que abrem da sala de aula para o mundo, podendo representar e mediar o conhecimento transformando de forma abstrata em forma concreta, de forma estática para dinâmica, se aproximando mais de situações reais.
Referências
TAJRA, Evandro. Inovações Tecnológicas na Educação. UFP-PR, 2000. Disponível em: http://www.ticnaeducacao.com.br.htm>. Acesso em: maio de 2018.
MERCADO, Luis Paulo Leopoldo. Formação continuada de professores e novas tecnologias. Maceió. EDUFAL, 1999.
Etonografia por Meio de Cenas...
Profa. Me. Lêda Ferreira Cabral
Viajando pelo espaço-tempo da etnografia revivi algumas cenas e encontros... Eis alguns que destaco e compartilho com vocês...
Eis a viagem de um estrangeiro, de um estranho, de um outro. É uma viagem que, como política, incomoda, gera desconforto, tira do lugar. Viagem de uma experiência de pensamento que inquieta e impede continuar a pensar da maneira como se pensava. Viagem de polêmica e desacordos. Experiência de interrogação e de fratura da própria experiência. (KOHAN, 2007, p.54).
Lembrei-me que por algum tempo procurei e foi então que voltei a encontrar...
Encontrar é achar, é capturar, é roubar, mas não há método para achar, nada além de uma longa preparação. Roubar é o contrário de plagiar, de copiar, de imitar, de fazer como. A captura é sempre uma dupla-captura, o roubo, um duplo-roubo, e é isso que faz, não algo mútuo, mas um bloco assimétrico, uma evolução a-paralela, núpcias, sempre “fora” e “entre” [...] (DELEUZE e PARNET, 1998, p.15).
Quando olhamos uma comunidade ou determinado grupo cultural, precisamos ter cuidado para não silenciar o que há de belo e sublime, pois... 
Há algum tempo neste lugar onde hoje os bosques se vestem de espinhos ouviu-se a voz de um poeta gritar “Caminhante não há caminho, se faz caminho ao andar”[…] (POEMA – CANTARES, ANTONIO MACHADO).
É compreensível que na escrita deixemos escapar algo, pois...
Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada. (CLARICE LISPECTOR).
Nesse caminho, Agamben alerta-nos...
Todo discurso sobre a experiência deve partir atualmente da constatação de que ela não é mais algo que ainda nos seja dado fazer. Pois, assim como foi privado da sua biografia, o homem contemporâneo foi expropriado de sua experiência: aliás, a incapacidade de fazer e transmitir experiências talvez seja um dos poucos dados certos de que disponha sobre si mesmo. (AGAMBEN, 2005, p.21).
Mas, para não nos fechamos à possibilidade de viver a experiência precisamos...
[...] parar para pensar, parar para olhar, parar para escutar, pensar mais devagar, olhar mais devagar, e escutar mais devagar; parar para sentir, sentir mais devagar, demorar-se nos detalhes, suspender a opinião, suspender o juízo, suspender a vontade, suspender o automatismo da ação, cultivar a atenção e a delicadeza, abrir os olhos e os ouvidos, falar sobre o que nos acontece, aprender a lentidão, escutar aos outros, cultivar a arte do encontro, calar muito, ter paciência e dar-se tempo e espaço. (LARROSA, 2002, p.24-25).
Como nos diz Deluze...
O amor é um estado, uma relação de pessoas, de sujeitos. Mas a paixão é um acontecimento subpessoal que pode durar o tempo de uma vida. (Deleuze).
Tentei compartilhar o que me aconteceu naquele encontro usando palavras... juntando... colando... recriando... sozinha e acompanhada... Mas de certo... ao tentar prender...
[...] o que me aconteceu usando palavras. Ao usá-las estarei destruindo um pouco o que senti – mas é fatal. (LISPECTOR, p. 81, 1998).
O segredo não pode ser revelado... a experiência é única... e o aprendizado também...

sexta-feira, 6 de abril de 2018

CONCEPÇÕES PSICOLÓGICAS E O PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO (Recortes de Pensamentos)

Dentro do contexto do processo de desenvolvimento temos concepções psicológicas que procuram, dentro de cada abordagem teórica, explicar como ocorre o desenvolvimento e a aprendizagem, sendo destacadas três concepções: a Inatista, a Ambientalista e a Interacionista, concepções em que ora priorizando o sujeito, ora o objeto de conhecimento.

A concepção Inatista

Nessa concepção, o desenvolvimento é resultante do amadurecimento progressivo de estruturas pré-formadas. A mesma tem duas origens: uma na Teologia e a outra na Embriologia:

ü Na origem teologia: que entende que o homem, ao nascer, já traz uma forma definitiva determinada pelo Criador, onde o ser humano é ativo e definidor único do desenvolvimento: a experiência só tem valor como estímulo ao surgimento de características que já preexistem no indivíduo.
ü Na origem embriológica, descobertas revelaram sequências invariáveis no desenvolvimento humano “[...] fatores biológicos, como a hereditariedade e a maturação orgânica, são os principais responsáveis pela aprendizagem e pelo desenvolvimento das capacidades humanas” (TENREIRO, 2009, p. 11), onde a prática pedagógica deve ir a reboque das características individuais. Dá-se ênfase nos testes de aptidão e inteligência.

A concepção Ambientalista

Já essa concepção, o desenvolvimento é resultado da ação do meio sobre o indivíduo, e nesse sentido, “[...] aprendizagem é a modificação do comportamento observável em função da experiência [...]” (TENREIRO, 2009, p. 59), com vista na relação entre os estímulos e as contingências do meio sobre o comportamento humano.

ü O ser humano é passivo e as estimulações do ambiente é que imprimem seu caráter e sua personalidade.
ü O conhecimento se reduz à cópia do real.
ü A prática pedagógica pressupõe comandos docentes.

A concepção Interacionista

Na concepção, o desenvolvimento é o resultado da ação do sujeito sobre a realidade e desta sobre o sujeito, e “destacam que o organismo e o meio exercem ação recíproca. Um influencia o outro e essa interação acarreta mudanças sobre o individuo” (TENREIRO, 2009, p. 34).

ü O ser humano é inteligente.
ü O conhecimento resulta da relação do sujeito com o meio.
ü A prática pedagógica pressupõe atividade do aluno e a ação docente, no sentido de ampliar seus conhecimentos.

Compreendemos, dentro do conceito sobre as concepções psicológicas, que as mesas buscam dar suporte para um melhor entendimento do indivíduo, do meio em que vive, e, principalmente das contribuições sobre desenvolvimento humano nos seus diversos aspectos, podendo estas, no campo educacional, proporcionar condições reflexivas, com vista num possível rompimento das posturas e práticas pedagógicas tradicionais, para uma valorização de um processo de desenvolvimento com uma formação humana direcionada para uma consciência crítica reflexiva.

Referência

TENREIRO, Maria Odete Vieira. Psicologia da educação. Ponta Grossa: Ed.UEPG, 2009.
PSICOLOGIA E EDUCAÇÃO (Recortes de Pensamentos)

A Psicologia busca junto com outras áreas, dentre as quais: Medicina, Biologia, Filosofia, Genética, Antropologia, Sociologia e a Pedagogia, investigar as modificações que ocorreram dentro do processo na relação que envolveu (e que envolve) o indivíduo com o mundo, no intuito de realizar, possíveis propostas de melhores e mais eficazes formas de interações.
E no campo da Pedagogia, a Psicologia busca compreender as variáveis psicológicas do fenômeno educativo, com vista nas relações entre os sujeitos, bem como do sujeito e os objetos de conhecimentos, dentro do processo de desenvolvimento do ser humano e a aprendizagem, assim, “Psicologia da Educação vem se construindo progressivamente a fim de responder à necessidade de fazer um elo entre conhecimentos advindos da ciência psicológica e a teoria e a prática educacionais” (TENREIRO, 2009, p. 24).
Nesse sentido, “A Psicologia, como uma ciência da consciência, tem o papel de investigar as mudanças que ocorrem no sujeito em sua interação com o mundo (mudanças cognitivas, afetivas, comportamentais, sociais, morais etc.)”. (TENREIRO, 2009, p. 34-35), dentro desse aspecto, a Psicologia, no campo educacional apresenta as seguintes contribuições (dentre outras):

1) No desenvolvimento: Estudos das mudanças evolutivas na pessoa, nas questões biológicas, cognitivas, comportamentais, afetivas e sociais, culturais (dentre outros);
2) Na aprendizagem: Estudos dos processos ativos e interativos de apropriação pelo sujeito, do mundo em que vive; interativo de orientação e experiências mútuas.

Concluímos então, que dentro do processo educacional, a Psicologia  objetiva, reformular ideias para a construção de práticas educativas que garanta um processo de aprendizagem significativo, tendo como papel fundamental a promoção do desenvolvimento psicológico dos indivíduos (na busca de entender o humano - natureza e cultura, sujeito e objeto, homem e sociedade), a parti de conclusões obtidas pela ciência psicológica, dentro de situações educativas, das práticas educativas vivenciadas no cotidiano escolar.

Referência

TENREIRO, Maria Odete Vieira. Psicologia da educação. Ponta Grossa: Ed.UEPG, 2009.
A FILOSOFIA E SUAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS (Recortes de pensamentos)

A Filosofia é uma palavra grega, formada por duas outras palavras: Philos e Sophia, cuja a junção das duas, traduzem-se em amor pela sabedoria ou mesmo amigo do saber, que “para os pitagóricos designa: o aprendiz que não sabe, que só no final do aprendizado será sábio” (RIBEIRO, 2008, p. 16), Nessa dimensão, o filósofo ou sábio é toda pessoa que tem curiosidade pelo saber, e nesse sendo:

A filosofia surge quando os sábios de então: poetas, sacerdotes, adivinhos, reis, legisladores, cedem espaço para os que se reconheciam não-sábios e assim justificavam que buscassem a sabedoria. A ignorância é o começo da filosofia, a sabedoria e só o fim, alcançável e alcançado, ou não. (RIBEIRO, 2008, p. 16)

Assim, mesmo que inicialmente tenha sendo vista como privilégio dos Deuses, mas segundo Pitágoras de Samos, pode ser desejada pelo homem, caminho pelo qual o tornará filósofo. A filosofia nasceu da necessidade de se encontrar respostas para as questões existentes, e, apresenta algumas características próprias, que são:

ü A razão, surge como preceito para explicação da existência das coisas;
ü A demonstração, a análise crítica no intuito de evitar crença ou opinião particular;
ü A discussão, traz a perspectiva de comprovar seu pensamento e submetê-lo a análise;
ü O método, é o que servirá como diretriz a ser seguida, forma de comprovação;
ü a universalização, é uma forma de demostrar que o conhecimento sobre determinada coisa possa servir com explicação para várias outras questões existentes.

Nesse sentido filosofia consiste no processo do pensar sobre o pensamento. E, nesse sentido, permite-nos a tratá-la como uma reflexão da reflexão, sobre géneros não somente particulares de pensamento, mas, do próprio conhecimento existente, sobre o mundo ou mesmo, sobre porções significativas do mundo, dentro de um pensar racional e crítico, de modo mais ou menos sistemático.

Referência

RIBEIRO, Luís Felipe Bellintani. História da filosofia I. Florianópolis: Filosofia/EaD/UFSC, 2008.
FUNCIONAMENTOS DA TECNOLOGIA EAD E SUAS CARACTERÍSTICAS

1. Ferramentas Administrativas na EaD
ü Gerenciamento de alunos, educadores e grupos;
ü Inscrições e datas de início e término dos cursos;
ü  Controle de acessos;
ü  Estatísticas de participação;
ü  Configuração de idiomas e layout.

2. Ferramentas Comunicacionais na EaD
Síncronas
ü Web conferência;
ü  Chats (bate-papo);
ü  Lousa eletrônica.
Assíncronas
ü Fóruns;
ü  Lista de discussão;
ü  E-mails;
ü  Murais virtuais.

3. Ferramentas Pedagógicas na EaD
Ferramentas
ü Agendas e/ou calendários;
ü Formulários;
ü  Bancos de questões;
Possibilidades
ü Conteúdos;
ü  Materiais de apoio;
ü  orientações às atividades;
ü  Acompanhamento de atividades;

4. elementos que constituinte da EaD
ü Separação professor/aluno;
ü  Utilização sistemática de meios e recursos tecnológicos;
ü  Aprendizagem individual;
ü  Apoio de uma organização de caráter tutorial;
ü  Comunicação bidirecional.

Referência

FILATRO, A. Design Instrucional na Prática. São Paulo – SP: Editora Pearson Prentice Hall, 2008.
PONTOS DE REFLEXÕES SOBRE O PROCESSO DE APRENDIZAGEM EM EAD

A Tecnologia, na atualidade, apresenta-se como expressão da inteligência humana, e juntamente com diversidade e evolução dos meios de comunicações, acaba por favorecer o desenvolvimento dos diversos setores da sociedade, e em especial, na educação e seu processo de ensino aprendizagem, favorecendo a construção de novos conceitos sobre o espaço de aula frete a essa evolução tecnológica, como aponta Moran (2001, p. 16) apud CATAPAN, 2008, p. 43):

A aula não é um espaço determinado, fixo, mas tempo e espaço contínuos de aprendizagem, que podem ser definidos pelos diferentes estilos de professores e alunos, tecnologias e conteúdos. O importante é aprender e não impor um padrão único sobre onde e como ensinar.

Outro ponto interessante é a forma que Tecnologia de Informação, possibilita na sua diversidade, no diz respeito à: geração, armazenamento, processamento e reprodução das informações, bem como à própria de forma de veicular dessas mesmas informações.
Temos também na Educação à Distância, uma busca, dentro de seu processo, do desenvolvimento de ações que permita mediações, sendo a primeira a Humana (formada pelos tutores, professores, e, os agentes técnicos, administrativos e pedagógicos) e a segunda temos a tecnológica, formada por seu sistema de comunicação, direcionando para uma mudança de postura do aluno: de passivo, em que geralmente é induzido, para produtor ativo de conhecimentos, como afirma Valente (2000) apud CATAPAN (2008, 17), “[...] receptor  passivo” de informações [...]. O ideal seria um sistema educacional que estimulasse o aluno a “buscar a informação, aprender como usá-la, tornando-se um aprendiz permanente e desenvolvendo as habilidades de “caçador-ativo”.
Nesse sentido a EaD, busca possibilita ao aluno, o desenvolver capacidades de buscar, localizar, administrar e avaliar criticamente as informações disponíveis, bem como, desenvolver seu aprendizado por si próprio, contudo sem esquecer que a interação, a colaboração e cooperação com os demais participante do processo, a parti de motivações intrínsecas que favoreça estímulos, além é claro de direcionamentos para um processo baseado na interdisciplinaridade, sentes estes, de fundamental importância para que aconteça um real aprendizagem.

Referência

CATAPAN, A. H., et al. Introdução a Educação a Distância, Florianópolis – SC: Filosofia/UFSC/EAD, 2008.