quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020


Ambientação para Educação a distância: Tópicos em Educação a Distância Resumo 1 – O que é a EAD?*
A rápida difusão da Educação a Distância (EAD) é consequência do desenvolvimento tecnológico e da explosão informacional do mundo globalizado.
Os primeiros registros sobre Educação a Distância são de cursos por correspondência, viabilizados pela impressão em escala, permitindo a educação de um contingente cada vez maior de pessoas.
Diversas iniciativas de EAD foram surgindo, espalhadas pelo mundo. Berlim (Alemanha), Boston e Chicago (Estados Unidos), Valência (Espanha), Vitória (Austrália), Paris (França) e Londres (Inglaterra) são alguns exemplos de cidades que iniciaram atividades de ensino por correspondência e, posteriormente, por outras mídias.
Com a grande difusão da EAD, muito se escreveu sobre essa modalidade de ensino, o que permitiu uma diversidade de definições para o termo.
Nas definições de EAD, alguns aspectos são comuns: distância física entre professor e aluno; forma de estudo; uso de tecnologias de informação; e comunicação (TICs) para promover a interação.
Ambientação para Educação a distância: Tópicos em Educação a Distância Resumo 2 – Evolução Histórica da EAD*
Há relatos de que as Epístolas de São Paulo podiam ser consideradas, no passado, uma forma de aplicação da educação a distância.
A difusão da EAD só ocorreu, de fato, nos séculos XIX e XX, em vários países europeus, como Suécia, França, Espanha, Inglaterra e também nos Estados Unidos.
No Brasil, são pouco precisos os registros sobre a existência de ensino a distância, mas há relatos de experiências de um curso profissionalizante de datilografia por correspondência no Rio de Janeiro, na segunda metade do século XIX.
A evolução tecnológica da qual a EAD faz parte pode ser dividida em fases cronológicas. A primeira, na década de 1960, foi chamada de geração textual e utilizou somente textos impressos enviados pelos correios; a segunda ocorreu entre as décadas de 1960 e 1980 e foi chamada de geração analógica, utilizando como suporte textos impressos complementados por recursos tecnológicos audiovisuais; a terceira e, atual, é a geração digital, que utiliza o suporte de recursos tecnológicos modernos, tais como as tecnologias de informação e comunicação e de fácil acesso às grandes redes de computadores, bem como à internet.
As formas de ensinar e estudar a distância foram se modificando ao longo dessas gerações, e as tecnologias educacionais usadas podem ser divididas em independentes (muito utilizadas na primeira geração de EAD) e dependentes.
*Créditos:  IFMA/CERTEC. Textos compilados do Fascículo: Ambientação para Educação a distância: Tópicos em Educação a Distância.
Referência
GOMES. Silvane Guimarães Silva. Ambientação para Educação a distância: Tópicos em Educação a Distância. Instituto Federal Maranhão (IFMA). CERTEC/E-TEC BRASIL, 2010.

Ambientação para Educação a distância: Tópicos em Educação a Distância Resumo 3 – Histórico da EAD no Brasil*
As experiências de EAD no Brasil ganharam impulso no início do século XXI com as TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação).
Desde a fundação do Instituto Rádio-Monitor, em 1939, e depois do Instituto Universal Brasileiro, em 1941, várias experiências de educação a distância foram iniciadas, e algumas delas ainda podem ser vistas hoje em dia, como, por exemplo, o Telecurso Segundo Grau e o Telecurso 2000, cursos de EAD via televisão.
A partir da oficialização da EAD no país como modalidade válida e equivalente para todos os níveis de ensino (fundamental, médio, superior e pós-graduação), as experiências brasileiras em EAD já somam grande número.
Um importante momento para a EAD no Brasil foi a criação, em 1996, da Secretaria de Educação a Distância (SEED). Entre as responsabilidades dessa secretaria, está a de atuar como agente de inovação dos processos de ensino e aprendizagem na EAD.
Ambientação para Educação a distância: Tópicos em Educação a Distância Resumo 4 – Políticas Públicas em EAD no Brasil*
Um dos fatores importantes para o crescimento da EAD no Brasil são as políticas públicas voltadas para a EAD.
Nossa sociedade, hoje, é a da informação, que exige nova forma de organização social, e se fazem necessárias transformações na organização do trabalho, na produção, nos mecanismos de relacionamento social, no acesso à informação. Tudo isso passa pelas questões políticas do país, ou seja, vai sempre depender de decisões políticas e de políticas públicas.
Os avanços tecnológicos no sistema educacional têm incentivado o poder público a desenvolver políticas públicas voltadas para o desenvolvimento de programas de educação a distância.
Para institucionalizar as ações e as políticas em EAD, foi criada, no Ministério da Educação (MEC), a Secretaria de Educação a Distância (SEED), responsável pela coordenação de vários programas de políticas públicas objetivando a educação de qualidade, a ampliação e a democratização do acesso à educação.
*Créditos:  IFMA/CERTEC. Textos compilados do Fascículo: Ambientação para Educação a distância: Tópicos em Educação a Distância.
Referência
GOMES. Silvane Guimarães Silva. Ambientação para Educação a distância: Tópicos em Educação a Distância. Instituto Federal Maranhão (IFMA). CERTEC/E-TEC BRASIL, 2010.

Ambientação para Educação a distância: Tópicos em Educação a Distância Resumo 5 – Planejamento e Organização de Sistemas de EAD*
É muito importante planejar e organizar um sistema de EAD e desenvolver o Projeto Pedagógico levando em consideração as necessidades de cada curso.
O PDI define a missão, os objetivos e os princípios da instituição no que se refere às suas ações de educação.
O Projeto Pedagógico foi instituído pela Lei no. 9.394/96 da Lei de Diretrizes e Bases (LDB).
Não basta criar condições de acesso à informação, é preciso conhecimento sobre o tema que será oferecido no curso. Fazer um diagnóstico da realidade para selecionar e organizar os conteúdos de aprendizagem, escolher os meios e as atividades mais adequadas e definir como avaliar o ensino são fundamentais para o bom planejamento.
Existem formas de planejar e organizar um sistema de EAD que levam em consideração vários aspectos, dentre eles o processo de comunicação entre professor e aluno, as habilidades no uso das
tecnologias multimídias e a democratização de saberes.
Ambientação para Educação a distância: Tópicos em Educação a Distância Resumo 6 – Os Elementos dos Sistemas de EAD*
Nesta aula, vimos que existem três elementos principais da EAD: o professor/tutor, o conteúdo e os aprendizes (alunos).
O professor pode interagir com os alunos do curso por meio do material impresso, à medida que utiliza materiais preparados para essa finalidade. Dessa forma, vai transmitir o conhecimento que possui de maneira que os alunos tenham uma boa compreensão do conteúdo.
O conteúdo do curso deverá estar bem estruturado em materiais para leitura e atividades para os alunos, ou seja, trata-se do curso.
Os materiais precisam ser elaborados por especialistas que saibam como fazer o melhor uso de cada tecnologia disponível. O conteúdo pode estar em materiais impressos, na internet, na forma de áudio ou vídeo.
Alunos de cursos a distância apresentam a característica de estar em locais distintos, ou seja, geograficamente dispersos. O lugar que o aluno escolhe para estudar o material do curso e promover o seu aprendizado é diferente de aluno para aluno.
Os elementos que constituem um curso de EAD, como a elaboração de conteúdos, tecnologias de comunicação, interação, aluno, professor, formas de apresentação do curso, são subsistemas essenciais em toda organização de EAD e devem manter uma interdependência entre si. Na prática, quanto mais integrados estiverem, maior será a eficácia da organização de EAD.
As características dos alunos afetam diversas variáveis de saída, e os índices de finalização do curso pelos alunos constituem uma fusão de vários fatores de entrada.
*Créditos:  IFMA/CERTEC. Textos compilados do Fascículo: Ambientação para Educação a distância: Tópicos em Educação a Distância.
Referência
GOMES. Silvane Guimarães Silva. Ambientação para Educação a distância: Tópicos em Educação a Distância. Instituto Federal Maranhão (IFMA). CERTEC/E-TEC BRASIL, 2010.

Ambientação para Educação a distância: Tópicos em Educação a Distância Resumo 7 – Tecnologias de Informação e Comunicação Em EAD (TICS)*
Os elementos que constituem um curso EAD, como a elaboração de conteúdos, tecnologias de comunicação, interação aluno professor, formas de apresentação do curso etc. são subsistemas essenciais em toda organização de EAD e devem manter uma interdependência entre eles. Na prática, quanto mais integrados estiverem, maior será a eficácia da organização de EAD.
Num curso de EAD, as características dos alunos afetam diversas variáveis de saídas e os índices de finalização do curso pelos alunos constituem uma função de vários fatores de entrada. Ou seja, a EAD é, ao mesmo tempo, causa e resultado de mudanças significativas em nossa compreensão do próprio significado de educação.
Ambientação para Educação a distância: Tópicos em Educação a Distância Resumo 8 – Apoio do Computador e da Web à Atividade Educativa*
A educação é considerada um processo complexo, que utiliza a mediação de algum tipo de meio de comunicação como apoio à ação do professor em sua interação pessoal e direta com seus alunos.
Um computador conectado à internet é considerado um meio de relevantes possibilidades pedagógicas.
Na EAD, a comunicação deverá ser mediada por um recurso que possibilite que a informação de uma pessoa chegue à outra.
A interação entre professor e aluno é indireta, por meio do uso de alguma tecnologia que permita a comunicação, tornando essa modalidade de educação bem mais dependente da mediatização do que a educação presencial.
Nunca é demais lembrar que a aprendizagem com o apoio do computador requer mudanças de comportamento tanto do professor quanto do aluno.
*Créditos:  IFMA/CERTEC. Textos compilados do Fascículo: Ambientação para Educação a distância: Tópicos em Educação a Distância.
Referência
GOMES. Silvane Guimarães Silva. Ambientação para Educação a distância: Tópicos em Educação a Distância. Instituto Federal Maranhão (IFMA). CERTEC/E-TEC BRASIL, 2010.
Ambientação para Educação a distância: Tópicos em Educação a Distância Resumo 9 – Teoria e Prática do Sistema de Acompanhamento em EAD*
Ao preparar um material didático impresso, o professor deve se preocupar com o comportamento do aluno ao “receber” a aula. É importante que o professor “vá junto” com a aula, para poder acompanhar o aluno, dar as explicações e enxergar esse aluno mesmo que distante. Para isso, muitas estratégias são utilizadas no momento em que se prepara uma aula impressa.
Em muitos cursos de EAD é preciso suprir a ausência física do professor por intermédio de uma tecnologia que promova a comunicação síncrona ou assíncrona e também de uma tutoria.
Em muitos cursos a distância, o aluno pode contar com o tutor, que acompanhará o seu progresso e o auxiliará em suas dificuldades. O apoio do tutor em todo o decorrer do curso será muito importante para o sucesso de cada aluno.
Durante todo o curso, tanto o aluno quanto o professor e o tutor deverão desempenhar algumas funções que são primordiais para o bom andamento do curso.
Ambientação para Educação a distância: Tópicos em Educação a Distância Resumo 1 – Avaliação da Aprendizagem*
A avaliação da aprendizagem tem sido um dos aspectos mais polêmicos quando se trata de EAD. Isso porque para muitos educadores é importante que a avaliação seja feita presencialmente, atendendo à Legislação vigente.
A avaliação faz parte do processo de ensino-aprendizagem e, não necessariamente, deve ser realizada somente ao final de cada unidade de ensino, mas ao longo de todo o processo por diferentes atividades. Deve contemplar o aluno e o curso como um todo. Ou seja, o processo de avaliação não deve estar concentrado apenas no aluno, mas deve se estender ao sistema como um todo.
As avaliações podem ser realizadas por meio de auto-avaliação, teste objetivo, exercícios, monografia, estudo dirigido, projeto, prova presencial ou supervisionada, dependendo da característica de cada curso.
Os conteúdos e módulos de um curso em EAD devem apresentar características próprias didaticamente organizadas, para motivar e facilitar o processo de ensino-aprendizagem.
Se durante o curso está prevista a utilização de ambiente de aprendizagem, diversas atividades podem ser propostas pelos professores e desenvolvidas pelos alunos por meio das ferramentas do ambiente. Dependendo do tipo de ambiente, algumas ferramentas disponibilizam para o professor diferentes mecanismos para o processo de avaliação.
*Créditos:  IFMA/CERTEC. Textos compilados do Fascículo: Ambientação para Educação a distância: Tópicos em Educação a Distância.
Referência
GOMES. Silvane Guimarães Silva. Ambientação para Educação a distância: Tópicos em Educação a Distância. Instituto Federal Maranhão (IFMA). CERTEC/E-TEC BRASIL, 2010.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

ALGUNS CONCEITOS SOBRE EDUCAÇÃO À DISTANCIA (EaD)*
O que é?
Educação a distância é o aprendizado planejado que ocorre normalmente em um lugar diferente do local do ensino, exigindo técnicas especiais de criação do curso e de instrução, comunicação por meio de várias tecnologias e disposições organizacionais e administrativas especiais (MOORE & KEARSLEY, 2008, p. 2).
Estudo na EaD
a) é um estudo de aprendizado e ensino;
b) é um estudo de aprendizado que é planejado, e não acidental;
c) é um estudo de aprendizado que normalmente está em um lugar diferente do local de ensino;
d) é um estudo de comunicação por meio de diversas tecnologias.
Autores da EaD
Estudantes: têm papel central no processo de ensino e de aprendizagem e devem ter uma participação de qualidade nas atividades propostas ao longo das disciplinas.
Professor: é o responsável por planejar e preparar uma disciplina (materiais educacionais e atividades avaliativas); coordenar continuamente a equipe de tutores virtuais e presenciais ao longo de sua oferta; bem como acompanhar e orientar os processos de ensino e de aprendizagem.
Tutor a Distância: é o responsável por acompanhar e orientar os processos de ensino e de aprendizagem de um grupo de estudantes ao longo de uma disciplina, por meio do ambiente virtual de aprendizagem da disciplina.
Tutor presencial: é o responsável pelo acompanhamento dos estudantes no polo de apoio presencial, auxiliando em orientações técnicas, na organização para os estudos e na realização de atividades presenciais. Além do acompanhamento presencial, são responsáveis por acompanhar o aluno no ambiente virtual.
Coordenador de Curso: são os responsáveis por articular, integrar e acompanhar a equipe de professores durante o processo de planejamento, preparação e oferta das disciplinas; interagir com os estudantes para acompanhamento de suas dificuldades.
Coordenador de tutoria: é o responsável pelo acompanhamento e na orientação de tutores. Também estabelece um importante canal de comunicação com os estudantes por meio dos Fóruns.
Algumas Características do Aluno EaD
O princípio da Cooperação: é fundamental por permitir auxiliar outrem, realizar um esforço “junto com”, trabalhar em equipe, fazer parte de um grupo.
O princípio da interação: complementa as relações interpessoais que ocorrem na EaD.
Autonomia: iniciativa para ter disposição e, principalmente, ter consciência e responsabilidade a respeito de suas decisões.
Saber viver na EaD requer o esforço para interagir, cooperar e ser autônomo(a) ao ponto de organizar seu tempo de estudo e fazer um autogerenciamento do seu percurso de aprendizagem.
*Créditos: Profa. Simone Costa Andrade dos Santos (IFMA)
CARACTERÍSTICAS QUE DEFINE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA*
Nunes (1992)
1. A presença do professor ou do tutor se dá de maneira virtual em quase todo o processo, especialmente quando os recursos de comunicação utilizados são mídias que dependem de conexão com a Internet.
2. O estudo acontece de forma individualizada e independente pelo aluno.
3. Deve haver um sistema que viabilize e incentive a autonomia dos
estudantes durante o processo de aprendizagem.
4. O uso de várias tecnologias que permitem a mediação entre os envolvidos no processo de ensino aprendizagem.
5. Estabelecimento de diálogo entre professor e aluno, mesmo a distância.
Michael Moore e Greg Kearley (1996)
1. Separação física e geográfica entre estudante e professor.
2. Planejamento e preparação dos materiais de aprendizado por uma organização educacional.
3. No processo de ensino e aprendizagem, os suportes que viabilizam e incentivam a autonomia dos alunos são importantes para encorajar a interação entre eles e contribuir para a aprendizagem.
4. O aprendizado é planejado, e não acidental.
5. A comunicação acontece por meio de tecnologias e mídias diversas.
Keegan (1996)
1. A separação física entre professor e aluno durante quase todo o processo educativo.
2. A separação do aluno de um grupo de aprendizado.
3. A participação de uma organização educacional, contendo planejamento, sistematização, plano, projeto e organização dirigida.
4. O uso de várias tecnologias e mídias para a distribuição do conteúdo do curso.
5. A comunicação é de “mão dupla”, ou seja, permite que o aluno também possa iniciar um diálogo com o professor.
6. Tem encontros ocasionais presenciais com objetivos didáticos e de socialização.
Moran (2002)
1. A Educação a Distância é o processo de ensino-aprendizagem mediado por tecnologias, no qual professores e estudantes estão separados espacial e/ou temporalmente.
2. É ensino-aprendizagem quando professores e estudantes não estão normalmente juntos fisicamente, mas podem estar conectados e interligados por tecnologias, principalmente as TELEMÁTICAS, como a Internet.
3. Na expressão “ensino a distância”, a ênfase é dada ao papel do professor (como alguém que ensina a distância).
Legislação Brasileira (1998), no Decreto nº 2.494
Educação a Distância caracteriza-se como modalidade educacional na qual a mediação dos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação. Estudantes e professores desenvolvem atividades educativas em lugares ou tempos diversos.
*Créditos:  IFMA/CERTEC. Textos compilados do Fascículo: Ambientação para Educação a distância: Tópicos em Educação a Distância.
Referência
GOMES. Silvane Guimarães Silva. Ambientação para Educação a distância: Tópicos em Educação a Distância. Instituto Federal Maranhão (IFMA). CERTEC/E-TEC BRASIL, 2010. p. 11-14).
APRESENTAÇÃO CRONOLÓGICA DA EVOLUÇÃO DA EaD NO BRASIL (1923 A 2008)
• 1923/1925 – criação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.
• 1941 – início do Instituto Universal Brasileiro – cursos por correspondência, cursos técnicos para formação profissional básica.
• 1970 – criação do Projeto Minerva, programa de rádio elaborado pelo governo federal com a finalidade de educar pessoas adultas. Era transmitido por rádio em cadeia nacional.
• 1991 – a Fundação Roquete Pinto cria o Programa Um Salto para o Futuro, para a formação continuada de professores do Ensino Fundamental.
• 1995 – o Programa TV Escola é criado pela Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação (SEED/MEC).
• 1997 – a SEED/MEC desenvolve o PROINFO, Programa Nacional de Informática na Educação.
• 2000 – as primeiras universidades são credenciadas pelo MEC para oferecerem cursos a distância.
• 2000 – criação da UNIREDE – Rede de Educação Superior a Distância, consórcio que reúne 68 instituições públicas do Brasil.
• 2002 – criação do Projeto Veredas, para a formação de professores das séries iniciais em nível superior, pela Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais.
• 2005 – criação da Universidade Aberta do Brasil, programa do Ministério da Educação. A UAB é formada por instituições públicas de ensino superior, que se comprometem a levar ensino superior público de qualidade aos municípios brasileiros.
• 2006 – participação das Instituições de Ensino Federais (IEFs) no projeto-piloto da Universidade Aberta do Brasil.
• 2008 – lançamento do Projeto e-Tec Brasil/Programa Escola Técnica Aberta do Brasil, parte da política de expansão da educação profissionalizante, por meio da articulação da Secretaria de Educação a Distância (SEED) e da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica.
*Créditos:  IFMA/CERTEC. Textos compilados do Fascículo: Ambientação para Educação a distância: Tópicos em Educação a Distância.
Referência
GOMES. Silvane Guimarães Silva. Ambientação para Educação a distância: Tópicos em Educação a Distância. Instituto Federal Maranhão (IFMA). CERTEC/E-TEC BRASIL, 2010 (p. 44).
AS PRINCIPAIS TECNOLOGIAS UTILIZADAS EM EaD*
Mídia impressa: texto impresso, caderno de estudos, jornais e boletins, notas de aulas, livros didáticos, apostilas etc.
Mídia sob a forma de áudio e vídeo: fitas gravadas, CD-ROM e outros.
Rádio e televisão: programas ao vivo e gravados.
Tecnologia de telecomunicação interativa, que pode ser via áudio, audiografia (agrega imagens visuais ao áudio), vídeo e computador.
Audioconferência: os participantes são conectados por linhas telefônicas.
Audiográfico: tecnologia que agrega imagens visuais, o áudio e também é transmitida por linhas telefônicas.
Videoconferência: permite a transmissão nos dois sentidos de imagens televisivas via satélite ou a cabo. Outros tipos de equipamento, como monitores de televisão, gravadores/ aparelhos de videocassete, microfone, câmeras e computadores também são usados.
Aprendizado com o uso do computador: programas de estudo autogerenciado que o aluno usa sozinho no computador. O programa educacional pode ser disponibilizado em CD-ROM ou conectado à internet para ter acesso ao hipertexto (conteúdo, página ou texto de internet) e hipermídia (permite ao usuário a interatividade de acesso pelas “ligações” existentes no conteúdo ou página ou documentos da internet).
Com o surgimento da internet tornou-se possível uma nova forma de disseminação por vídeo, denominada vídeo transmissível, ou seja, vídeo no formato digital que permite que as pessoas façam DOWNLOAD na forma compacta, direto de um servidor da WEB.
*Créditos:  IFMA/CERTEC. Textos compilados do Fascículo: Ambientação para Educação a distância: Tópicos em Educação a Distância.
Referência
GOMES. Silvane Guimarães Silva. Ambientação para Educação a distância: Tópicos em Educação a Distância. Instituto Federal Maranhão (IFMA). CERTEC/E-TEC BRASIL, 2010. (p. 88-90).
CONCEITO SOBRE VARIÁVEL (INTRODUÇÃO À PROGRAMAÇÃO)*
O que é?
Uma variável é um local na memória principal, isto é, um endereço que armazena um conteúdo (Lopes e Garcia, 2002).
Basicamente, uma variável possui três atributos: um nome, um tipo de dado associado à mesma e o dado por ela guardado.
Todas as variáveis utilizadas na elaboração de um programa devem ser declaradas.
Declaração de Variáveis
A semântica de uma declaração de variáveis corresponde à criação de locais na memória rotulada com o nome da variável (identificador) e marcada com o tipo de valores que ela pode conter.
(GUIMARÃES; LAGES, 1994)
Um dos objetivos de se declarar uma variável no início do algoritmo é para que seja alocada uma área na memória para a variável. Outro objetivo é que, após a declaração, o algoritmo sabe os tipos de operações que cada variável pode realizar.
(LOPES E GARCIA, 2002)
A sintaxe de declaração de variáveis adotada para nossos algoritmos é a seguinte: Identificador: Nome da variável, pelo qual ela será referenciada dentro do algoritmo; Tipo da variável: Define o tipo de dado que a variável por armazenar.
Regras para formação de identificadores
a) Nunca utilizar palavras reservadas.
b) O primeiro caractere do nome de uma variável deve, obrigatoriamente, ser uma letra.
c) Os demais caracteres podem ser letras, números ou sublinhado.
d) Nunca utilizar caracteres especiais (@, #, !, *, etc), espaço em braço ou acentos em nomes de variáveis.
e) Na sintaxe da nossa pseudolinguagem, não há diferença entre letras maiúsculas e minúsculas
Identificadores Válidos
NUM, NOTA1, ALTURA_MEDIA, AlturaMedia, maiorNumero
Identificadores Inválidos
1Nota (não inicia com letra)
Nota 1 (contém espaço)
FIM (palavra reservada),
Not@ (contém um caractere especial),
Altura.Media (contém um caractere especial)
Tipos de Dados
a) Tipo: INTEIRO. Descrição - Não possuem parte fracionária e podem ser positivos ou negativos. Exemplos: 100, 12, -56, -48.
b) Tipo: REAL. Descrição - Possuem parte fracionária e podem ser positivos ou negativos. O ponto é usado como separador da parte decimal. Exemplos: 12.5, 100, -0.456.
c) Tipo: CARACTERE. Descrição - Podem conter sequências de letras, dígitos e símbolos. Representa texto entre aspas duplas. Exemplos: “Introdução à Programação”, “A”, “1234”, “HPU 1597”.
d) Tipo: LÓGICO. Descrição - Representa valores lógicos. Exemplos: VERDADEIRO, FALSO.
Exemplos
Num: Inteiro - Aqui estamos reservando um espaço na memória, apelidado de Num, suficiente para guardar um número inteiro
Nome, EstCivil: Caractere - Aqui declaramos duas variáveis do tipo Caractere. Ou seja, alocamos dois espaços na memória, identificados por NOME e EstCivil, que poderão armazenar uma sequência de caracteres cada uma.
*Créditos: Prof. Raimundo Osvaldo Vieira (IFMA)