ESCOLA
INTEGRAL E ESCOLA DE TEMPO INTEGRAL
Contexto Histórico
A educação de tempo integral tem seu início com
o Programa Mais Educação (desenvolvido em escolas de 2007 a 2016, que funcionou
como agente indutou da Educação Integral no país, que tinha como foco a
ampliação da jornada escolar e reorganização curricular. Posteriormente, tivemos
o Programa Novo Mais Educação (desenvolvido de 2016 a 2019), que teve como objetivo,
a busca pela melhoria da aprendizagem em Língua Portuguesa e Matemática no
ensino fundamental, visando também a ampliação da jornada escolar. Já na
atualidade temos o Programa Escola em Tempo Integral (iniciado no ano de 2023),
criado pela Lei nº 14.640, de 31 de julho de 2023 e Portaria nº 1.495, de 02 de
agosto de 2023, apresentando-se com a finalidade de fomentar a criação de
matrículas na educação básica em tempo integral.
Educação Integral e Educação de
Tempo Integral
Para entender melhor a relação entre Educação
Integral e Educação em Tempo Integral, temos: 1) A Educação Integral (Escola integral)
– tem como foco a educação como um todo, onde busca-se o desenvolvimento de conhecimentos,
Habilidades e Atitudes, dentro de uma concepção que compreende que a educação
deve garantir o desenvolvimento dos sujeitos em todas as suas dimensões –
intelectual, física, emocional, social e cultural; 2) Educação de Tempo
Integral (Escola de tempo integral) – refere-se mais a organização de
atendimento, tem o foco está na ampliação da carga horária que os estudantes
permanecem na escola que tem jornada diária de 9 ou 7 horas, questões
referentes as refeições e os tipos de aulas diversificadas e atividades práticas que
serão ofertadas, dentre outros.
Planejamento, Organização e Implementação
A Educação Integral e Educação de Tempo
Integral, são proposições que se relacionam e se complementam, sendo em si, um
conjunto de ações que partem de um projeto coletivo, compartilhado por educandos,
educadores, gestores, famílias e comunidades locais, secretarias de educação (municipal
e/ou estadual) acompanhado também por órgão como Conselho de Educação. E, dentro
dessa conjuntura, observa-se que é de suma importância desenvolver: Diagnóstico das escolas onde ocorrerá a
expansão das matrículas; Planejamento de melhorias dos espaços e infraestrutura;
Reorientação curricular na perspectiva da educação integral; e, Planejamento da
distribuição e alocação das matrículas em tempo integral, priorizando educandos
que se encontram em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica.